sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

James Blake

Ok, pense numa sonoridade extremamente instigante, pensou? Ótimo, agora imagine misturar Kanye West e Portishead numa mesma obra e ainda ter uma das melhores vozes masculinas que eu, pelo menos, ouvi nos últimos anos. Então, só falta procurar pelo álbum do James Blake para comprovar o que estou falando. Talvez seja uma declaração emotiva demais, a que vocês acabaram de ler, mas foi a sensação que eu senti enquanto ouvia o primeiro LP desse cara. É como se ele conseguisse juntar algumas das melhores percussões de um 808 (ou 909) e por cima disso adicionar a sobriedade do Portishead e ainda, adicionar uma pitada de música negra. Não sei onde esse menino de 22 anos achou tanta emoção e criatividade para transformar em música.

A comparação com Portishead que fiz, deve-se ao fato de que Blake parece utilizar em suas músicas, um estilo que remete ao Dubstep, estilo que surgiu no início da década passada na Inglaterra, misturando música eletrônica com ritmos da música negra jamaicana (Dub) e fazendo tudo isso de forma lenta, num ritmo calmo. Enfim, se quiser pesquisar sobre o Dubstep há um documentário da BBC sobre o assunto, não deve ser difícil de se achar na internet.

Mas o que importa aqui não é definir a música de Blake com precisão, mas escutá-la. A melhor definição que tenho para a obra que acabei de ouvir é dizer que é assustadoramente linda e profunda, digna de uma criatividade que não tem sido vista por aí. Abaixo deixo o vídeo da melhor música do álbum, na minha opinião, é claro:


 
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